
A Receita Federal reteve, na manhã dessa quarta-feira, 1º de abril de 2026, no Porto de Itapoá, litoral catarinense, duas cargas de pellets de madeira com indícios de que estejam contaminados com cocaína. Neste caso, a substância análoga estava misturada à composição do próprio pellet. Suspeita-se que algum processo químico seria usado para separar a droga.
O pellet de madeira é um biocombustível, feito de resíduos de biomassa vegetal como a serragem de madeira, o bagaço da cana-de-açúcar ou resíduos de reflorestamento. Pode ser usado na queima em fogões e caldeiras e como absorvente higiênico para gatos.
No total foram retidos 142 sacos com pellets de madeira, misturados com a substância análoga à cocaína, totalizando cerca de 1,6 toneladas de material que podem estar contaminados com o entorpecente.
Os contêineres tinham como destino o porto de Hamburgo, o maior da Alemanha e o segundo maior da Europa. O porto tem sido um dos maiores pontos de entrada de cocaína na Europa, recebendo principalmente drogas da América do Sul. Scanners e trabalho de inteligência foram usados para a fiscalização.
Toda carga retida foi encaminhada à polícia judiciária, que dará continuidade às investigações.
Esta foi a primeira operação com esse tipo de situação realizada pela Receita Federal, em Itapoá neste ano. Em 2025, em Santa Catarina foram retirados de circulação mais de 600 quilos de cocaína, em seis operações.
A Receita Federal reforça seu compromisso no combate ao tráfico internacional de drogas, atuando de forma integrada com outros órgãos de segurança pública e utilizando tecnologia e inteligência para coibir atividades ilícitas. A operação realizada demonstra a efetividade das ações de fiscalização nos pontos alfandegados e reafirma o papel da Receita Federal na proteção da sociedade e no fortalecimento das fronteiras do País
Fonte: Receita Federal
