O verão deve ser marcado por pouca chuva em boa parte de SC, com valores próximos á abaixo da média climatológica. Apenas na região da Grande Florianópolis e norte do Estado, a previsão é de chuva mais frequente e os totais podem ficar acima da média.

Destaque: no verão são comuns os temporais com granizo e ventania, e por vezes acumulados significativos de chuva em curto espaço de tempo. Por isso, a Epagri/Ciram recomenda o acompanhamento diário dos boletins e informações disponibilizados no site.

Climatologia (o que se espera para época do ano):
Dezembro marca a transição entre a primavera e verão e a média de chuva no Estado varia de 130 a 170mm, sendo mais frequente na segunda quinzena. Em janeiro e fevereiro, o regime de verão já está estabelecido e a chuva convectiva (curta duração) ocorre com maior frequência entre a tarde e noite, e por vezes na madrugada, e a média mensal é de 180 a 200mm.

Durante o trimestre, os episódios de precipitação normalmente ocorrem associados à passagem rápida de frentes frias e influência dos Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) e Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) que provocam chuva mais intensa especialmente no Oeste e Meio Oeste. E também pelo processo convectivo (trovoadas da tarde).

Ciclones extratropicais nesta época do ano são menos frequentes, mas quando ocorrem intensificam o vento no litoral e deixam o mar agitado com ressaca e perigo para a navegação no Litoral catarinense.

Temperatura:
A previsão é de temperatura acima da média climatológica, no trimestre. No entanto, na primeira quinzena de dezembro, a temperatura no período noturno continua baixa em relação ao esperado para a época do ano e ainda pode ocorrer à formação de geada fraca nas áreas altas da região. No verão de 2017 pelo menos duas ou três ondas de calor deve manter alta a temperatura, por vários dias consecutivos.

Temperatura da Superfície do Mar(TSM):
Em outubro observam-se águas mais frias ao longo do Pacífico equatorial (Figura), com valores de TSM em torno de –0,5°C a –1,5°C. Em novembro, as anomalias negativas de TSM ampliaram a sua área de abrangência e ficaram mais intensas, com valores de -1 a -3°C. Os modelos numéricos de previsão sinalizam a configuração do fenômeno La Niña de fraca intensidade durante este trimestre. Os indicativos são de que o fenômeno terá curta duração.

Elaboração do boletim:Gilsânia Cruz (Meteorologista)
Previsão do Fórum Climático: EPAGRI/CIRAM, IFSC, AlertaBlu e NSC.

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