Saiu mais um relatório da FATMA, Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina, que coletou amostras em 4 pontos do município de Itapoá.

Esta análise apontou que um dos locais analisados apresenta-se impróprio para banho. Trata-se do final da avenida 650 no Balneário Brasília.

Este resultado é preocupante pois mostra a falta de competência da Prefeitura na fiscalização e proibição do lançamento de dejetos de esgoto em valas e rios. As últimas chuvas podem ter contribuído em levar estes dejetos de fossas e valetas para o mar. A população espera mais atuação da Secretaria de Meio Ambiente que até agora pouco fez em 1 ano de governo. Esta ligado o alerta para que providencias urgentes sejam tomadas.

As coletas foram realizadas dia 03 de Janeiro de 2018 nos seguintes locais:

BAL. BRASÍLIA – FINAL DA AVENIDA 650 (IMPRÓPRIO)
BAL. PAESE – ENTRE A RUA 1020 E 1030
BAL. PALMEIRAS – RUA 1970
BAL. BARRA DO SAÍ – RUA 20

Os turistas que frequentam as praias do litoral de Santa Catarina contam com uma vantagem que poucos Estados no Brasil oferecem. Além da diversidade de suas paisagens – que misturam baías, enseadas, costões e muitas ilhas – e da exuberante beleza natural, o Estado garante a seus frequentadores um serviço de utilidade pública essencial no verão: o monitoramento da qualidade da água do mar para o banho humano.

A Pesquisa de Balneabilidade analisa as águas de cada balneário e determina se estão Próprias ou Impróprias para o banho. Isto é, se estão contaminadas ou não por esgotos domésticos. A existência de esgoto é verificada através da contagem da bactéria Escherichia coli (E.c.) presente nas fezes de animais de sangue quente, que podem colocar em risco a saúde dos turistas e da população local.

A pesquisa de Balneabilidade é um trabalho realizado sistematicamente pela FATMA desde 1976, seguindo as normas da Resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Ele começa com a coleta de amostras da água do mar em 214 pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense. A FATMA seleciona esses pontos de tal forma que todo o litoral seja avaliado, concentrando as coletas justamente nos locais mais suscetíveis de poluição – os de maior fluxo de banhistas. As coletas são feitas mensalmente de abril a outubro e semanalmente de novembro a março – o pico da temporada de Verão.

Os técnicos fazem as coletas da água do mar a até 1 (um) metro de profundidade, na quantidade de 250 mililitros em cada ponto. O material coletado é submetido a exames bacteriológicos durante 24 horas. São necessárias 5 (cinco) semanas consecutivas de coleta para se obter um resultado tecnicamente confiável.

São avaliadas também as condições de maré, de acordo com a tábua do porto mais próximo, a incidência pluviométrica nas últimas 24 horas no local, a temperatura da amostra e do ar no momento da coleta (parâmetro físico) e a imediata condução para a pesquisa em crescimento bacteriano.

As informações estão na página da Fatma, no item Ecossistemas, sub-item balneabilidade. Lá é possível encontrar os relatórios apresentados, as condições on line e o histórico dos pontos monitorados.

A água é considerada:

Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.

Imprópria: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.

Atenção: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Notícias de Itapoá.